Crise econômica

03/04/2016 18h41 - Atualizado 03/04/2016 18h41

crise

– A passeio?

– Sim, de férias.

– Com o que trabalhas?

– Eu sou carpideira.

– Carpi… o que?

– Carpideira.

– E o que faz uma carpideira?

– Sou contratada para chorar em velórios, rezar pelo morto, fazer companhia a ele. Enfim, sofrer.

– Sério?

– Sim. E você, amigo, o que fazes?

– Sou testador de caixão.

– Testador do quê?

– Testador de caixão.

– E o que faz um testador de caixão?

–Meu trabalho é testar o conforto dos caixões e avaliar as condições do produto.

–Nossa, que interessante. E vocês, são colegas?

– Não, nós somos empurradores metroviários.

– Empurradores do quê?

– Empurradores metroviários.

– E o que faz um empurrador metroviário?

– Nosso trabalho é empurrar as pessoas para dentro dos vagões. Fazer com que os trens cumpram os horários.

– Que interessante. E você, colega, o que faz da vida?

– Eu sou mergulhador de clube de golfe.

– Mergulhador de clube de quê?

– Mergulhador de clube de golfe.

– E o que faz um mergulhador de clube de golfe?

– Eu mergulho com equipamento, diariamente, no lago de clubes de golf. Resgato as bolinhas que afundaram durante o jogo.

– Sério. Só fazes isso?

– Sim, é a minha profissão.

– Você, também, colega?

– Não, eu sou provadora de ração para cães.

– Como?

– Provadora de ração para cães.

– Como funciona o seu trabalho?

– Antes de ser vendida a ração no comércio, eu a experimento para verificar se está conforme o padrão de qualidade da empresa.

– Todos os dias?

– Sim, todos os dias. Presto serviços para diversas empresas do ramo, trabalhando também com ração ovinos, caprinos e eqüinos.

–Vou ao banheiro, já volto.

– E vocês, senhores, o que fazem?

– Nós somos gestores de Centros Espíritas.

– Gestores de quê?

– Gestores de Centros Espíritas.

– E o que faz um gestor de centro espírita?

– Nós prestamos consultoria para religiosos e associações. Identificamos as principais dificuldades dos centros espíritas, auxiliando na superação dos seus desafios. Muitos centros são despreparados. Só a boa vontade não mantém o centro organizado.

–Ah sim, claro.