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	<title>Direto de El dorado &#8211; Alexandre Schumacher Triches</title>
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		<title>Papel de carta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Triches]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 12:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direto de El dorado]]></category>
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<p>Esses dias estava lembrando do papel de carta. Impressionante o quanto marcou época. Era um verdadeiro fenômeno cultural, especialmente para as gerações que viveram as décadas de 1980 e 1990.</p>
<p>Meninas e adolescentes mantinham pastas plásticas cheias de modelos. O grande objetivo era colecionar e, principalmente, trocar os repetidos com as amigas na hora do recreio. Tinha Hello Kitty, Turma da Mônica, ursinhos do Amor Perfeito. E havia uma hierarquia de valor.</p>
<p>Papéis importados, com purpurina, relevo, texturizados ou com cheirinho eram os mais valiosos e difíceis de conseguir. Os com corte especial ou formato de bichinhos também eram disputados.</p>
<p>A febre foi tanta que os meninos também entraram na brincadeira e no pátio do colégio a negociação era intensa. Também modelos com ilustrações de carros de Fórmula 1, Garfield, Zé Carioca, Pato Donald.</p>
<p>Os meninos usavam seus papéis de super-heróis ou carros para conseguir aqueles modelos raros, com cheirinho ou importados, que as meninas cobiçavam.  No fim das contas, a febre era tão grande que ninguém queria ficar de fora do ritual de ter um fichário ou uma pasta cheia de relíquias para exibir no recreio.</p>
<p>Quem diria que, passado um par de décadas, a carta viraria mensagem, o papel desmaterializaria e a caneta virou um teclado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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