Adoro sair para caminhar com Hanna Arendt e Gertrude Stein. Sou eternamente grato por elas terem me apresentado a Hemingway. Vocês não vão acreditar, ele é tarado por Chico e até conheceu o Sérgio. Muito antes do Raízes. E me contou detalhes sobre seu novo projeto com Fitzgerald. Através do qual conheci Salinger, Tolkien e Kafka. Todos pessoas extraordinárias, segundo me confessou Hobsbawm. Relações que logicamente tem me trazido prazeres. Mas invariavelmente acarretado compromissos. Não maiores do que aquele por mim assumido com Bukowski. O velho safado quer sair para uma noitada. Água de beber que não vai ser, logicamente. Até mesmo porque ele não convidou o Tom. Que Allen me adiantou não fará parte da trilha sonora de seu novo filme. Que contará com Baldwin. E versará sobre Borges. Parceiros de andanças. Assim como Sartre. E Dumas. O pai, logicamente. Não, não é brincadeira de primeiro de abril. É muito bom ter amigos reais. Por isso que qualquer hora dessas eu juro que volto. Para lhes contar um pouco mais. Acerca de meus amigos brasileiros.
Você sabe com quem está se metendo?
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