Ouso refutar por completo o argumento de que 2015 foi um ano perdido. O ano foi, sim, de desenvolvimento. E não apenas porque assistimos prisões sistemáticas de pessoas poderosas, tampouco em razão de uma suposta “faxina” ética na estrutura estatal. O ano foi produtivo enquanto conscientização coletiva da necessidade de libertação de uma herança colonial que já não combina com a atual geração de brasileiros. Que mistura público com privado. Que cobra, mas não faz. Que enquanto demoniza o público, sacraliza o privado, em suas apropriações e seus erros. Que não respeita as instituições. Nessa toada, sim, concordo, que se não aproveitarmos a magnífica oportunidade do momento, estaremos, invariavelmente, desperdiçando uma excelente oportunidade de emancipação.
Ano que passou – 14.12.2015
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