Será que é grave ter 21.795 cargos em comissão e funções gratificadas no Governo Federal? Nada grave, se pensarmos que grave mesmo é que os ocupantes desses cargos destinam de 2% a 14% dos salários que recebem para o partido que os indicou para o cargo. Que também não é nada grave se pensarmos que grave mesmo são as tabelas de contribuição partidária, uma realidade em todos os partidos, que cobram dízimos de seus indicados para mantê-los no cargo. Que convenhamos também não é nada grave se pensarmos que grave mesmo é o custo dessa prática que é da ordem de 3,3 bilhões de reais por ano, com salários médios que gravitam em torno de R$ 11.729,57, tudo bancado pelos cofres públicos. Que definitivamente não é nada grave se pensarmos que grave mesmo é nenhuma agremiação política defender com veemência a Reforma Administrativa.
10.05.2016 – Relatividade
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