Eles se encontraram no trabalho, como tantos outros jovens. no início foi a convivência diária, depois a amizade e a troca. Com o tempo, passaram a conhecer as casas um do outro, e foi aí que a vida começou a se revelar.
Um vinha de família rica, mas voltava todos os dias para uma realidade marcada pela precariedade: pai alcoolista, mãe dependente de cocaína, violência constante, uma casa em ruínas emocionais.
O outro era pobre, mas encontrava em casa aquilo que o dinheiro não compra: presença de pai e mãe, afeto, livros, diálogo, estrutura.
A amizade entre eles expunha, sem discursos, uma verdade dura: a desigualdade não se mede apenas pelo que se tem, mas pelo que se vive.