
Estive pensando sobre minha atividade profissional na advocacia no ano que passou e pensei nas petições. Já parou para pensar quantas petições você redigiu no ano que passou? Centenas, talvez milhares. São páginas que nascem, crescem e vão encadernando os autos.
Haverá, em algum lugar, um escritor tão prolífico quanto um advogado? Difícil imaginar. Produz-se mais do que muitos romancistas consagrados, com a diferença de que nossos personagens não são de ficção, os conflitos são reais e o final raramente depende apenas do talento do personagem.
Será mesmo? Kkk
Sei que muitos advogados não peticionam, não gostam, o que não é o meu caso, pois adoro elaborar petições, sendo uma das atividades de advocacia que mais tenho apreço.
Peticiona-se para convencer nossos leitores cativos. Sim, temos leitores certos, um privilégio: o juiz e a parte. Às vezes também o Ministério Público.
Mas na real não se vê a advocacia falando muito sobre as suas petições. Hoje tem métrica para tudo, são sistemas, planejamentos, gestões, planilhas. Mas quanto às petições… nunca são lembradas, coitadinhas, somem nos autos.
Talvez porque seja um gênero pouco glamouroso.