Não sou o Nicolás, Presidente da Venezuela, mas sou maduro o suficiente para acreditar que o projeto de lei que versa sobre o Estatuto da Família, em tramitação no Congresso Nacional, demonstra algo muito maior do que as divergências sobre as questões morais relacionadas ao seu texto, que define família como a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou união estável. O que se constatará, caso seja aprovado o projeto, será um descarado fechamento operacional do Parlamento Brasileiro, para com a realidade das relações sociais atinentes ao momento histórico em que vivemos, o qual, já há algum tempo, nos mostra que família é uma singela unidade, fundada, muito mais do que em critérios tradicionais ou de consanguinidade, na sintonia entre duas ou mais pessoas.
Estatuto da Família
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